"Um estrondo grande, como se estivesse em plena época de São João". Paulo Preto, residente de Água de Meninos, no bairro do Comércio, descreveu o barulho que o acordara deixando-o com o coração no goela exatamente na madrugada desta quinta-feira, 21. A chuva era um toró da porra, relampejava horrores. Foi aí que Paulo espiou pela janela, viu subir de um buraco na terra "uma fumaça densa, nas cores azul e rosa". O bagulho era louco.
O buraco era de aproximadamente 23 cm de profundidade. Paulo disse que colocou a mão na pedra desconhecida e se queimou. Temendo a "radiação espacial", usou uma embalagem plástica para recolher a joça. Mas o que era aquela porra? Logo de manhã, ele procurou o Almir dos Anjos, seu vizinho, e estudante de física.
Naquele instante ele deduzira que aquela pedra poderia não pertencer a este planeta, pelo fato de o estudante não conseguir identificar, nenhum dos elementos que a constituíam.
Paulo foi encaminhado ao Instituto de Geociências da Ufba, onde o diretor Ronaldo Montenegro Barbosa reforçou as suspeitas sobre o meteorito: "Pode ser composta por hematita, especularita e materiais encontrados exclusivamente em meteoritos".
O diretor alertou que Paulo deu sorte: o estrago poderia ser grande se o objeto caísse em sua casa. Se o atingisse, pior ainda: "Você estaria morto" filho da mãe, previu. O diretor pediu que a instituição ficasse com a rocha, para que esta pudesse ser realmente analisada.
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